Título: A Menina Que Roubava Livros
Título Original: The Book Thief
Autor: Markus Zusak
Tradutor: Vera Ribeiro
Gênero: Ficção, Ficção Juvenil, Romance, Ficção Histórica
Lançamento: 1 de setembro de 2005
Idioma: Inglês, alemão
Editora: Intrínseca
Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público. (Retirada do Skoob)
Avaliação: 5 estrelas (Embora mereça, provavelmente, umas 5.000)
Título Original: The Book Thief
Autor: Markus Zusak
Tradutor: Vera Ribeiro
Gênero: Ficção, Ficção Juvenil, Romance, Ficção Histórica
Lançamento: 1 de setembro de 2005
Idioma: Inglês, alemão
Editora: Intrínseca
Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público. (Retirada do Skoob)
Avaliação: 5 estrelas (Embora mereça, provavelmente, umas 5.000)
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Eu sempre costumo dizer que é impossível para mim escolher um livro favorito, no entanto, A Menina Que Roubava Livros é daqueles livros que não te deixa uma escolha. Ele chega de mansinho, tímido, apenas para ocupar um pequeno espaço na sua prateleira. E quando você finalmente resolve notá-lo e o gira nas mãos em busca de alguma informação a respeito daquela estória, tudo o que ele lhe diz está escrito em vermelho em um fundo branco, como sangue marcando a neve daqueles longos invernos na Alemanha Nazista:
Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.
Então, você se sente intimidado, vê a própria Morte lhe intimando a ouvir uma estória. E você ouve porque a Morte é alguém que chama bastante atenção. A Dona Morte nos apresenta a uma roubadora de livros, um menino de cabelos de limão, um acordeonista, um lutador judeu, vários alemães fanáticos e, entre outras coisas, alguns livros empoeirados. Ela nos fala das cores, do céu e da humanidade. Mas ao contrário do que você deve estar pensando, o assunto principal da Morte é a vida.
Markus Zusak retrata a infância da forma mais bela e pueril, destacando as incríveis aventuras de Liesel e Rudy (o tão falado menino dos cabelos de limão) e enquanto você lê é impossível de conter um enorme sorriso nos lábios ou uma sensação de harmonia e/ou nostalgia. Você se vê ali, você se sente ali e faz o possível para não precisar sair de lá. É um livro muito mais emotivo do que qualquer outra coisa. Ao contrário do que pode se esperar, a Morte tem coração e ele é mole como manteiga.
Antes de tudo, A Menina Que Roubava Livros é arte, uma arte que faz com que você sinta fazer parte dela. E dentro dessa arte você conhece pessoas que gostaria que fizessem parte de sua vida. Mesmo depois de tanto tempo dessa leitura, eu ainda quero o Hans tocando uma canção de ninar no acordeão, ainda quero a Rosa me chamando de Saumensch, ainda quero Max me contando a respeito de seu melhor vigiador, ainda quero ouvir a voz infantil de Rudy dizendo:
Que tal um beijo, Saumensch?
Eu ainda quero essas pessoas na minha vida e eu ainda quero dar um abraço de agradecimento no Markus Zusak por me presentear com o melhor/pior livro da minha vida.
Mas mesmo todas essas palavras que saíram puramente do imenso afeto que eu tenho pelas palavras da Dona Morte - que não usava foice, apenas um capuz quando está frio - você ainda não pode sentir o que eu senti lendo esse livro porque você devo lê-lo, deve senti-lo e voltar aqui para me dizer que entendeu o conceito do melhor/pior. Porque a beleza não reside apenas nas coisas boas, esse é um livro cheio de coisas ruins, mas que é vencido pelas belíssimas lições que nós tiramos dele e que são levadas pelo resto da vida.
Incrível como a Morte tem entendimento a respeito da nossa condição de vivos, não?
Incrível como ela consegue entender e compartilhar da nossa mente tão bagunçada!
Eu só espero que essas palavras tenham te ajudado em alguma coisa, especificamente, eu espero que tenham feito você enfiar a mão na sua prateleira e retirar de lá uma história escrita pela mórbida Dona Morte. Uma história sobre humanos extremamente assustadores.
Uma adaptação cinematográfica do livro foi aos cinemas nesse ano (2014).

