Título: Anna Karenina
Direção: Joe Wright
Duração: 02h11min
Gênero: Drama
Lançamento: 15 de março de 2013
Sinopse: Século XIX. Anna Karenina (Keira Knightley) é casada com Alexei Karenin (Jude Law), um rico funcionário do governo. Ao viajar para consolar a cunhada, que vive uma crise no casamento devido à infidelidade do marido, ela conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson), que passa a cortejá-la. Apesar da atração que sente, Anna o repele e decide voltar para sua cidade. Entretanto, Vronsky a encontra na estação do trem, onde confessa seu amor. Anna resolve se separar de Karenin, só que o marido se recusa a lhe conceder o divórcio e ainda a impede de ver o filho deles. (Retirada do Adoro Cinema)
Avaliação: 4 estrelas
***
Anna Karenina é uma explosão de burrice e egocentrismo, isto é claro, falando da personagem e não da obra em si. Eu não sendo formada em nada, posso falar exatamente o que eu achei sobre o filme e tudo, sem precisar me ater a formalidades ou a essa coisa de "ser cautelosa". E eu poderia vir aqui para dizer "é uma porcaria" se quisesse, mas não vou fazer isso, dentre outros motivos, porque seria indelicado - e eu detesto indelicadeza - e porque eu simplesmente não posso falar que esse filme é uma porcaria já que ele é esplêndido!
Acho que a coisa que mais me chamou a atenção nesse filme não foi a história e sim a forma como ela foi contada. Anna Karenina é feito como se fosse uma peça de teatro, existe um palco que é sempre modificado para abrigar a casa dos Karenin, o teatro (de fato), a moradia das senhoras da sociedade, a estação de trem e tantos outros lugares que aparecem no decorrer da história. E tudo isso aos olhos do espectador para que ele tenha a oportunidade de se encantar ainda mais com o que seus olhos vêem.
A forma teatral, é claro, é uma metáfora para dizer como a sociedade vivia sempre representando. Já as restantes cenas gravadas ao ar livre, a representação da vida da gente do campo mostrando o que é a verdadeira realidade, o que é de verdade.
Direção, edição, atores, eu tenho a pequena grande impressão de que tudo nesse filme é perfeito. A história foi muito bem adaptada (e aqui vos fala alguém que nunca leu Anna Karenina, mas que ouviu a opinião de quem já leu e garantiu isso) e Joe Wright teve a capacidade de encantar até as almas mais duras com a beleza cinematográfica desse filme.
E mesmo que você não goste de Anna Karenina, mesmo que você odeie essa personagem polêmica e burramente apaixonada, mesmo que você se irrite com a aparente santidade de Alexei Karenin, mesmo que um milhão de fatores o afastem desse filme com todas as garras, você deve assisti-lo porque os seres humanos foram feitos para apreciar o belo e Anna Karenina é nada mais do que a singela beleza que o cinema pode nos oferecer.
Eu recomendo Anna Karenina porque é a beleza da Arte (e do Jude Law) e a oportunidade que você tem de aprender a julgar a verdadeira essência de um filme de verdade. (E também porque, para quem não conhece a história e fica ansiando avidamente pelo final, eu garanto que é daqueles filmes cujo o fim vale todo o esforço que você teve durante as duas horas de filme passando raiva com esses personagens facilmente irritáveis).


