Título: Vôo Noturno
Título Original: Vol de Nuit
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Lançamento: 1931
Idioma: Francês
Sinopse: Baseada provavelmente em um fato real: as horas de ansiedade vividas por ocasião do desaparecimento, nos Andes, do piloto Gillaumet, amigo do autor. Como em Correio do Sul, a experiencia de pioneiro da aviação e o vigor da linguagem poética se reúnem.
Descrição da trágica aventura de um dos pioneiros da aviação, a história deste romance se passa numa época em que o serviço noturno era ainda bastante problemático, pois, às surpresas de uma rota aérea, eram somadas as dificuldades inerentes à realização de um vôo pela noite que dependia sobretudo da ousadia e da perícia do piloto. (Retirada do Skoob)
Avaliação: 3 estrelas
* Li a versão da editora Nova Fronteira, com 134 páginas.
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Acabo de notar que, ultimamente, tenho estado muito próxima a Literatura Francesa. Talvez isso seja um crédito pelos franceses serem bons em tudo aquilo que fazem. De qualquer maneira, não estou aqui para falar sobre a França, até porque, o livro em questão não se passa na França, apesar do que podem pensar aqueles que lerem o título.
Para quem reconheceu aquele nomezinho ali em cima, mas não consegue se lembrar de onde, eu os ajudo a se recordar. Antoine de Saint-Exupéry é autor do exímio O Pequeno Príncipe, aclamada obra sobre o principezinho que viaja por diversos planetas quando o equilíbrio do seu próprio é ameaçado. Assim como em O Pequeno Príncipe, nessa obra em questão, o estilo poético do autor está estampado, bem como as sensações que ele nos faz sentir a cada cena, que escreve de uma maneira única.
Sendo um apaixonado pela aviação, Saint-Exupéry nos mostra exatamente quais são as sensações de um piloto em pleno ar e nos entope de citações fantásticas à respeito da natureza da vida, da morte eminente e todas as coisas que nos fazem sentir vivos, mesmo que para isso nós tenhamos que, de fato, arriscar nossas próprias vidas.
Além de poesia, a obra é também marcado por alguns personagens que tornam tudo mais interessante, como o velho Rivière, responsável por aquela linha, que é a perfeita demonstração do que deve ser a imagem de um líder. Rivière nos mostra com muita honestidade quais são os sacrifícios que são precisos para continuar em frente e, também, sabe a hora de se arriscar para salvar aqueles que dele necessitam. Esse personagem nos mostra com muita complexidade o peso de esperar por algo sem poder fazer nada. O piloto Fabien está lá fora, perdido em tempestade e quase sem gasolina. Na sua frente ele vê a esposa do subordinado e só pode pensar que ali estava um outro pesado da vida, e que ele não podia fazer nada para lhe entregar o que a ela pertencia.
O desfecho do livro mostra com muita clareza que, apesar de todas as dificuldades, nós não podemos nos deixar abater pelos desafios. A vida continua seguindo e nós devemos lutar pelas nossas causas e (como diria Walt Disney) continuar seguindo em frente.

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