A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. (Chaplin)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

#Livro 03 - A Máquina do Tempo (H. G. Wells)

Título: A Máquina do Tempo

Título Original: The Time Machine

Autor: H. G. Wells

Gênero: Romance de Ficção-Científica

Lançamento: 1895

Idioma: Inglês


Sinopse: A Máquina do Tempo: a mais espantosa das invenções, capaz de levar seu criador a uma viagem surpreendente através de milhares de anos de transformações sobre a Terra. Novos seres ocupando a superfície e as entranhas do planeta, vivendo numa incrível civilização do futuro, onde a luta pela vida é implacável. O final dos tempos e a agonia do sistema solar com o colapso de nossa estrela, prestes a explodir. Uma história de aventura e emoções inimagináveis, esta obra também é uma reflexão sobre os valores de nossa sociedade e sobre o mundo que construímos hoje. (Retirado do Skoob)

Avaliação: 3 estrelas

* Li a versão da editora Alfaguara, com 148 páginas, traduzida por Braulio Tavares.

***

Herbert George Wells, mais conhecido como H. G. Wells, foi um dos pioneiros no quesito viagens no tempo, e com uma singularidade ímpar, ele nos conta nas pouco mais de 140 páginas, as aventuras vividas por um cientista sem nome que constrói uma máquina do tempo e viaja para o distante futuro de 804.701.  

Ao contrário do que é esperado por um livro com um título como esse, Wells não se detêm muito na descrição da máquina em si, preferindo partir do ponto de que ela está construída e o personagem está nos contando como foi sua experiência viajando por ela e encontrando futuros que ele não poderia imaginar.

A Máquina do Tempo carrega muitas questões sociais, como quando o viajante chega no futuro e se depara com uma sociedade dividida entre duas evoluções distintas dos seres humanos, os Eloi, seres diminutos e afáveis que não possuíam qualquer sinal de malícia ou preocupação, e os Morlock, criaturas do subsolo que pareciam selvagens. Os Eloi, seriam o que ele interpretou como a classe social mais alta, onde em um passado remoto haviam se apropriado da ausência de violência na sociedade e enviado os seres de classe social inferior, Morlock, para trabalhar nos subsolos em condições precárias na produção de todos aqueles produtos necessários para a sua sobrevivência.

O que ocorre no tempo em que o viajante do tempo visualiza essa nova sociedade, é que, de alguma maneira, a forma de alimentação dos Morlock se torna escassa e eles retornam ao primitivismo alimentando-se de seus semelhantes que, outrora, lhes consideraram seres inferiores, os Eloi.

Em todo o livro há a impressão de que a imagem dos Eloi e dos Morlock e de toda a sociedade do futuro são metáforas para descrever a sociedade em que viveu Wells, mas que também pode descrever a nossa sociedade atual. No futuro, tanto Eloi como Morlock não têm nenhum conhecimento acadêmico e são, praticamente, vazios de inteligência. Todo o conhecimento adquirido durante anos pela Humanidade se extingue transformando os descendentes do Homem em seres primitivos.

Com todas essas observações, eu posso concluir que, muito além de mais uma obra de ficção-científica, A Máquina do Tempo é uma obra para se ler e refletir a respeito dos nossos conceitos e do rumo que vem tomando a nossa sociedade. 



Adaptação cinematográfica de 1960.


Adaptação cinematográfica de 2002.

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