Reza a lenda que esse espaço foi feito para que pudéssemos escrever a nosso próprio respeito, mas acho que é evidente que a maioria das pessoas que se auto-intitulam 'escritores' não têm a mínima capacidade de escrever uma vírgula a respeito de si mesmos. No entanto, eu estou aqui, tentando encontrar palavras que não me vem porque embora ame a mim mesma, me odeio com a mesma intensidade. Eu sou um complexo.
Não sei muito bem como eu sou, só sei o que penso. E penso repetidamente a respeito de pizzas, alemães, cheiro de café, dragões, psicopatas, morte, sobretudos, óculos redondos, vidro, janelas, pianos, livros velhos, livros novos, livros empoeirados, livros e segundo café-da-manhã. Costumo ser engraçada, mas é um mero erro de cálculo. Deus acrescentou morbidez e piadas sujas em uma enorme bacia de vidro e foi assim que eu nasci.
Mas a beirada da bacia se quebrou e juntou-se a minha mistura, daí nasci cortando.
Sou ácida, psicótica e consciente, tudo ao mesmo tempo. Covarde e corajosa com divergências circunstanciais. Sonhadora e racional, não muito passional, mas apaixonada pela magia da vida inventada. Não me encaixo em padrões, embora o quisesse com todas as forças. Sou sempre um pião rodopiando sem sair do lugar. Eu sou um paradoxo.
Na minha essência, odeio muito e amo pouco, mas amo muitas coisas.
Meu livro favorito é Dom Casmurro, de Machado de Assis. Meu conto favorito é O Poço e o Pêndulo, de Edgar Allan Poe. Minha série literária favorita é Harry Potter, de J. K. Rowling. Meu escritor favorito é Victor Hugo. Minha poesia favorita é Retrospectiva, de Flora Figueiredo. Minha banda favorita é Arctic Monkeys, mas oscila bastante quando ouço The Beatles. Meu seriado favorito é Game of Thrones. Meu filme favorito é Saving Mr. Banks, de John Lee Hancock. Meu ator favorito é Johnny Depp. Minha atriz favorita é Kate Winslet. Meu diretor favorito é Tim Burton. E apenas para efeito de registro, eu amo/sou Mozart.
"I'm fucking crazy, but I'm free"
Skoob

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