A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. (Chaplin)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

#Cinema 02 - A Bela Junie

Título: A Bela Junie

Título Original: La Belle Personne

Direção: Christophe Honoré

Duração: 1h30min

Gênero: Comédia Dramática

Lançamento: 17 de setembro de 2008

Sinopse: Junie (Léa Seydoux) é uma garota de 16 anos que se mudou após a morte de sua mãe. Ela passa a estudar na mesma turma que seu primo Matthias (Esteban Carvajal-Alegria), que a apresenta aos demais colegas. Todos os garotos logo desejam sair com Junie, mas ela escolhe o mais calado de todos, Otto Clèves (Grégoire Leprince-Ringuet). Porém logo Junie descobre o grande amor de sua vida: Nemours (Louis Garrel), seu professor de italiano. (Retirada do Adoro Cinema)

Avaliação: 2 estrelas


***

La Belle Personne, ou em português, A Bela Junie, é um filme que ansiei durante muito tempo para assistir. Meu primeiro contato com ele foi dos mais intensos possíveis, estava trocando de canal na televisão, como bela desocupada que sou, e resolvi parar na TV Cultura por conta de uma música francesa que tocava naquele momento. A música vinha acompanhada de uma cena comovente e chocante e, no mesmo instante, decidi que eu iria assistir aquele filme o mais rapidamente. 

Pois bem, passaram-se cerca de três anos desde aquele dia e eu finalmente pude assistir o tal filme e compreender a tal cena. E... Certo. Não acredito que esperei três anos para isso! >:(

Como já é possível de se notar na própria sinopse, A Bela Junie não é um prato cheio em originalidade. Digamos que se a Malhação fosse feita na França (sim, sim, eu vi essa comparação no Omelete! XD) seria isso. Uma personagem que todos acham fenomenalmente linda (e não querendo desmerecer a Léa Seydoux, mas, sinceramente, para mim ela é uma garota bem comum), dois rapazes gatos que a desejam a todo custo, misturados com uma dose de personalidade sem-graça e nós temos a receita secreta para se fazer A Bela Junie, a saga Crepúsculo e tantas outras coisas que têm surgido por aí. 

Sinceramente, quando terminei de assistir esse filme só consegui pensar que o Christophe Honoré me devia um bom dinheiro por perder meu tempo assistindo isso (me condenem!). O enredo não é grande coisa, a edição não é grande coisa e a trilha sonora não é grande coisa. Na verdade, nada nesse filme é grande, me parece apenas um amontoado de confusões adolescentes e pessoas se apaixonando por outras sem nenhum motivo aparente. E os personagens.... Ah!, os personagens. Os mais interessantes são os secundários, ou aqueles que não tem um fim tão bom assim... (como eu gostaria de poder soltar um spoiler agora!).

E, claro, além do fato de o filme todo ser uma enrolação sem fim, há também uma tentativa ridícula de mostrar outros temas mais interessantes (como homossexualidade e suicídio) e que se houvessem sido bem colocados poderiam ter salvo o filme, quem sabe, mas isso não aconteceu. O que realmente aconteceu foi que os fatos foram jogados ali e isso não influenciou em NADA na vida dos personagens. Na cena seguinte a determinado acontecimento, tudo já estava bem, normal. 

O final é simplesmente patético!

No fim das contas, a única cena realmente interessante é aquela que eu tinha visto lá atrás na TV Cultura. O momento único que fez com que o filme se vendesse a mim era simplesmente o único que valia a pena em um filme de uma hora e meia. Ou seja... Ou eu sou uma pessoa realmente chata, ou você pode ir assistir um filme com a Kate Winslet e não perder tempo com isso aqui (lembrando que as duas alternativas são bem possíveis).

De qualquer forma, aceito opiniões divergentes da minha.

Abaixo vai o trailer:


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